A geografia serve, em primeiro lugar, para fazer a Guerra

Essa frase foi retirada do pensamento do geógrafo Yves Lacoste, que tem um livro com essa temática. Bom, eu não li o livro 🤷🏼‍♀️ nem sou geógrafa, portanto, não sei as teorias das ciências geográficas; mas, desde 2019, estou lidando com geotecnologias e a inteligência geográfica é base desse conhecimento.

Então, aproveitando o assunto do momento, decidi escrever umas curiosidades que aprendi ao longo desse meu início de carreira 🤩

O GPS – Global Positioning System – é o sistema de navegação por satélite Norte Americano que foi desenvolvido durante a Guerra Fria, em resposta ao lançamento do Sputnik, o satélite da antiga União Soviética! Aparentemente, os soviéticos saíram na frente, mas os norte americanos notaram que o satélite russo enviava sinais que era possível de rastrear… leia mais.

O nome genérico dessa tecnologia é GNSS: Global Navigation Satellite System, que em português fica Sistema Global de Navegação por Satélite. Hoje em dia, existem várias constelações de satélite de posicionamento:

  • GPS – Norte Americano – desenvolvido para uso militar
  • GLONASS – Russo – desenvolvido para uso militar
  • Galileo – União Européia – Desenvolvido para uso civil
  • BeiDou/BDS – Chinês – provavelmente de uso militar; mas não sei ao certo.

E como que esses satélites posicionam os alvos na superfície? Com muita matemática e física, né?! Trilateração é o nome da técnica usada para o cálculo da distância baseada no Tempo 🤯

Sim, é isso mesmo. Todo satélite de posicionamento leva um relógio atômico, altamente preciso, e a posição do alvo é dada pelo tempo que o sinal emitido leva para chegar até o receptor GNSS na superfície. Sendo necessário, pelo menos, 4 satélites de posicionamento em órbita!

4 satélites de qualquer constelação! GPS, GLONASS, Galileo, BeiDou…

O meu celular, assim como praticamente todos os aparelhos que recebem sinal GNSS, é multi-constelação; logo, recebe sinal de vários satélites de posicionamento:

Print de tela do meu cel. Aplicativo UTM GeoMap

Para finalizar essa curiosidade, saiba que 1 minuto equivale a 1,85 km e 1 segundo equivale a 30 m. Muito louco isso, né???? 😲 o sol é a referência para medir o tempo em distância.

☀️

Bom, enfim! O texto é esse!! Espero que tenha gostado!! Me ajude a divulgar o blog 🥰

obs. qualquer erro é de minha inteira responsabilidade. Se você é da área, sabe muuuito sobre tudo isso e encontrou um erro, me deixe saber.

As minhas referências foram:

  • Dra. Helena França (UFABC)
  • Dr. Jorge Cintra (Museu Paulista, USP)

Para saber mais:

Cartografia Social

Logo que colei grau, abril 2024, tive uma crise de choro e tremedeira; não acreditava que, finalmente, tinha acabado… a Universidade que me deu tudo, inclusive chão quando tudo ruiu sob meus pés, também exigiu além da conta.

Mas, com a oportunidade que tive, só me restava abraçar e me jogar mesmo. Assim, foram quase 6 anos de dedicação exclusiva à graduação interdisciplinar que só a UFABC propõe (passando por uma pandemia – que contribuiu diretamente para esse tempo todo de graduação 🤷‍♀️).

Tudo na vida tem seus custos, não é verdade?

Depois de formada, tive a oportunidade de ser Instrutora de Geoprocessamento no PMQ-UFABC e, do ponto de vista profissional, foi um divisor de águas. Se antes eu achava que um dia voltaria para o mercado, hoje, tenho certeza de que se eu voltar será para o terceiro setor.

O público do PMQ me fez perceber que, como dizia uma terapeuta com quem passei, não estou aqui a passeio!! Foi gratificante além do que consigo expressar em palavras o trabalho realizado! Eu sempre busquei o que faz o meu coração vibrar e eu encontrei! ✨

Propósito! Numa sociedade de característica volúvel, imediatista, encontrar um propósito nos dá força e vontade de continuar. Os pés vão se adaptando ao caminho.. e assim seguimos!

No fim do curso, fiz uma atividade complementar com minhas turmas, a qual consistiu em coletar pontos com app. de celular (coordenadas geográficas), para fazer um mapa coletivo com eles. A proposta foi pegar pontos de lugares que os alunos tinham interesse.

Essa perspectiva de Mapeamento faz parte do que se conhece como Cartografia Social, que eu conhecia desde 2023, mas, durante o curso acabei aprofundando pois tivemos um módulo sobre essa temática!!

Bom, os mapas que os alunos fizeram em seus grupos de trabalho, não divulgarei! Óbvio! Porém, visando manter o anonimato deles e dos polos que eu trabalhei, fiz duas espacializações com os pontos deles, mostrando apenas os locais que eles pegaram os pontos, sem nenhuma outra informação!

Alguns alunos pegaram pontos fora do município de Diadema, e eu acabei tirando dos mapas, por causa da escala. Embora estejam fora de escala, e sem todo o rigor da cartografia temática, ainda são representações da realidade a partir de uma outra perspectiva – a perspectiva social.

Confira no meu portfólio e me ajude a divulgar o blog 🥰

Norte ou Sul Global?

Quem nunca ouviu esses termos Norte e Sul Global? Hoje em dia, está tão difundida essa ideia que decidi escrever sobre… a partir de mapas, claro.

Porque a ideia que temos é o Norte acima da linha do equador e o Sul abaixo, certo?
Mas não é bem assim…
Leia até o fim ✨

A ideia para a elaboração deste mapa e texto veio a partir do vídeo: Projeções no QGis – Atividade prática, disponibilizado no canal Capacitação em geotecnologias UFABC. A linha do Equador foi feita a partir do World UTM Grid // ArcGIS Hub.

Norte e Sul global, hoje em dia, se refere mais ao soft power que algumas nações exercem sobre outras. Se você reparar no mapa acima, praticamente a metade do Continente Africano está acima da linha do equador e a Austrália abaixo.

O que nós chamamos de Planeta Terra é um ponto de massa no espaço girando em torno de si e ao redor do sol ☀️🌎

Aprende-se, em cartografia, que o modelo que mais se aproxima do formato da Terra no espaço é o geoide, calculado com base no campo de gravidade do planeta (…) enfim.
Assista o vídeo para ver uma terra desconhecida…

Considerando essa nova perspectiva sobre a terra, fica difícil dizer onde está o equador, os trópicos de capricórnio, de câncer, os meridianos 🤯 logo, como saber o que está para cima ou para baixo?

🍂

O ser humano tem a incrível capacidade de criar (e, em contrapartida, também de destruir!) e todas as áreas do conhecimento que temos hoje são resultado do empreendimento humano em busca de conhecimento!

No antigo Egito, o rumo dos mapas não era o Norte, era o leste, porque é onde o sol nasce. As primeiras bússolas feitas na China foram projetadas para apontar para o sul, que na época era considerado mais desejável do que a escuridão do norte. Nas primeiras versões dos mapas islâmicos o destaque também se dava ao sul, porque a maioria das culturas muçulmanas ficava ao norte de Meca, então eles imaginavam olhar para o sul. Enquanto que os mapas feitos por cristãos, na mesma época, colocavam o leste na parte superior, apontando para o Jardim do Éden, com Jerusalém ao centro Fonte: Curiosidades Cartográficas.

O Norte dos mapas como nós conhecemos é uma invenção humana. A razão pela qual o norte passou a ser referência nos mapas atuais está relacionada aos exploradores, como Cristóvão Colombo e Fernão de Magalhães, que navegavam usando a Estrela do Norte como guia, apesar de descreverem o mundo com o leste no topo.

Enfim…

Me ajude a divulgar o blog! 🤩

*Assista o vídeo do Ciência Todo Dia para saber mais!!

*Atualização em 20/05/2024

Mapa é gráfico!

😮

a primeira vez que a professora falou isso, estranhei horrores… nunca tinha pensado em mapa como gráfico!

mas, depois de entender melhor o geoprocessamento e suas possibilidades, compreendi finalmente os gráficos em forma de mapa…

existem muitos tipos de gráficos. talvez, os que estejamos mais acostumados sejam os de barra, ou pizza – que meu professor de métodos quantitativos detesta! hahaha

enfim. fiz uma coisinha super simples para colocar no portfólio e te mostrar a mesma base de dados disposta de 2 formas, uma como mapa e outra como gráfico de barras…

dá uma olhada

O que é um mapa?

Quando eu entrei na universidade, já tinha em mente ‘fazer mapas’. Tanto que quando prestei os vestibulares, prestei Geografia na UNESP também…

Assim que fui aceita como monitora, 2019, já comecei a estudar os materiais que a professora disponibilizara e fazer as atividades propostas… tava amanda aquilo 😍

Depois vieram as aulas teóricas e eu entendi que mapas são representações da realidade e que é sempre necessário colocar os elementos cartográficos para caracterizar um mapa.

Assim eu aprendi eu fui… seguindo o meu caminho e agregando conhecimento, porque só quem estuda geoinformação, e/ou geociências, sabe o mar sem fim que é…

Fui aprimorando aos poucos a parte cartográfica, importantíssima porque são as coordenadas que localizam um ponto no espaço, e criando algum senso crítico em relação às representações dos mapas…

🍃

Depois de muuuito tempo, eu entendi que mapa é instrumento; e permite mostrar ou esconder informações.

E a escolha das informações para a elaboração do mapa é arbitrária. Como aprendi em métodos quantitativos, a média é importante, mas a mediana é mais… entendedores, entenderão.

E sim, é possível fazer um mapa da média, ou da mediana, a depender do que você quer mostrar 🤯

Também é possível deformar a área do polígono de acordo com a informação quantitativa que o dado espacial contém. Essa técnica se chama anamorfose e, é óbvio, fiz um mapa desses, deformados, e coloquei no portfólio 🥰

Além disso, também tive acesso a dois mapas do século 19, extraídos do artigo ‘Viajantes-naturalistas no Brasil oitocentista: experiência, relato e imagem’, de Lorelai Kury.

Que incrível 🤩 claro que tô deixando aqui pra você dar uma conferida.

4a

4b

Imagens 4a e 4b – Martius (1823-53)
Nos mapas, os trechos coloridos em tons de vermelho e chocolate indicam as regiões onde as palmeiras ocorrem.

Por hoje é isso!! Tchau 👋