Tenho visto uns vídeos nas mídias sociais dizendo que feminicídio não existe, que é uma “invenção” do feminismo. Eu não dou muita bola. Mas, com o caso da Gisele e do Tenente-Coronel da PM eu não podia deixar passar. Por isso decidi escrever este texto. Feminicídio existe sim! E no caso deles isso fica bem claro!
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O termo “feminicídio” não sei de onde veio, se é moderno, contemporâneo ou se, realmente, adveio dos estudos relacionados ao feminismo.

Além disso, segundo um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada):
“A expressão máxima da violência contra a mulher é o óbito. As mortes de mulheres decorrentes de conflitos de gênero, ou seja, pelo fato de serem mulheres, são denominados feminicídios ou femicídios. Estes crimes são geralmente perpetrados por homens, principalmente parceiros ou ex-parceiros, e decorrem de situações de abusos no domicílio, ameaças ou intimidação, violência sexual, ou situações nas quais a mulher tem menos poder ou menos recursos do que o homem”
O raciocínio é relativamente simples!
Mulher que foi arrastada na Marginal morre em hospital de SP | CNN NOVO DIA – será que o homem que atropelou e arrastou essa mulher faria isso com um amigo do sexo masculino? Mesmo que não fosse um amigo, fosse um homem qualquer com quem ele teve um desentendimento. Se a resposta é Não! Ele não faria com um homem. Então é feminicídio!
Jovem esfaqueada por negar pedido de namoro tem alta após quase 1 mês internada; mãe fala em milagre – O homem que tentou matar essa moça porque foi contrariado no pedido, faria o mesmo com um homem que o contrariasse em um pedido semelhante ou até mesmo mais banal? Se a resposta é Não, ele não faria isso com um homem! Então é tentativa de feminicídio!
No caso da Gisele, ela não era uma mulher comum; ela era PM também, tinha um treinamento militar, igual o marido dela. E o que ele fez? Segundo o mosaico probatório, ou seja, a investigação da cena do crime
“indica que Gisele foi abordada por trás. O laudo necroscópico registrou ‘estigmas digitais’ (marcas de dedos) na mandíbula e ‘estigma ungueal’ (marca de unha) no pescoço, sugerindo que ela foi imobilizada com força. Foram encontradas ainda lesões recentes na face e na axila, compatíveis com uma agressão física prévia ao disparo”
Tão canalha que imobilizou a mulher pelas costas. Talvez ela, com o treinamento que tinha, tivesse condições de se defender!
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Entretanto, Laudo aponta relação sexual antes da morte de PM; tenente-coronel negou. É para isso que mulher serve! Para transar somente. Abrir as pernas e servir sexualmente, “fêmea beta obediente e submissa” – nas palavras do Tenente-Coronel.
A soberba do assassino é tamanha que ele mesmo diz:
“Sou mais que um príncipe
Sou Rei
Religioso
Honesto
Trabalhador
Inteligente
Saudável
Bonito
Gostoso
Carinhoso
Romântico
Provedor
Soberano”
A parte do religioso é o que me preocupa mais!! De tudo o que as mensagens mostram, o adjetivo Religioso é o que mais me preocupa porque esse tipo de pensamento justificou atrocidades ao longo da história da humanidade!
Deus acima de tudo!
Guerras Santas!
Bom, o texto é esse! Tive que respirar fundo para escrever porque evito esse tipo de reportagens, por motivos óbvios: Preservar minha Saúde Mental!
Se quiser saber mais:
- A Grande Reportagem: tenente-coronel nega que alterou cena do crime após morte de Gisele
- Caso Soldado Gisele: Laudo pericial aponta hematomas no pescoço da PM
Como dito no título do post, contra fatos não há argumentos! Até a próxima!







