Que tal plantar uma árvore com apenas um clique?

Sim! É isso mesmo! Existe um buscador, tipo o google, que planta árvores! Achei tão sensacional que, obviamente, virou um post aqui para o blog!

Estamos vivendo em uma época de eventos climáticos extremos, extinção em massa e diminuição drástica da (bio)diversidade. O termo ‘ecocídio’ já está até no dicionário online Dicio e significa: ‘destruição sistemática e intensa de um ecossistema, podendo causar o extermínio da comunidade, animal ou vegetal, que nele está presente’.

A urgência ambiental se faz cada dia mais presente e, frente às tragédias ambientais que tem ocorrido (e que na verdade sempre ocorreram, mas nunca em uma escala como a atual), descobrir um buscador que planta árvores com as nossas pesquisas, é, realmente, um achado e tanto!

A intenção do post é informar sobre o Ecosia 🥰 Nossa maravilhosa alternativa de busca on-line.

O buscador está disponível em aplicativos para celular, tanto Android como iOS, o meu é android e essa aqui é a carinha dele:

Além do aplicativo para celulares, também é possível baixar uma extensão para o chrome; a extensão do Ecosia fica indicada no canto superior direito e, conforme você vai fazendo as buscas, vai aparecendo a quantidade de buscas que você fez:

É necessário, em média, 45 buscas para plantar uma árvore. E, como isso é possível? Assim: a gente faz a busca usando o Ecosia e os anúncios da pesquisa geram lucro, do qual, uma parte, é revertido para a plantação de árvores ao redor do mundo.

No EcosiaBlog você encontra a ‘prestação de contas’ da empresa, que é a forma que eles têm de manter credibilidade no mercado. No blog, eles informam o total arrecadado da venda de publicidade, o quanto dessa arrecadação direcionaram ao financiamento de árvores; o quanto investiram em publicidade para alavancar o Ecosia e a quantidade que gastaram com os custos operacionais, taxas e seguridade social.

projeto no Brasil ( ) em parceria com CEPAN/PACTO – Pacto pela Restauração da Mata Atlântica; ITPA – Instituto Terra de Preservação Ambiental; IPÊ – Instituto de pesquisas Ecológicas e com o Instituto Espinhaço – Biodiversidade, Cultura e Desenvolvimento Socioambiental. São mais de 10 milhões de árvores plantadas e mais de 4 mil hectares restituídos desde 2012 apenas no Brasil. Isso mesmo! Desde 2012. E a gente só está sabendo disso agora!!!! (eu, pelo menos!)

Eles também têm um canal no YouTube, onde há vários vídeos explicativos sobre a empresa e o trabalho feito. No entanto, não achei vídeos com legendas em português… mas, trata-se de uma excelente oportunidade de aprimorar o entendimento de uma língua estrangeira!

Nem tudo é perfeito, não é mesmo? Existe um ponto negativo: o Ecosia não busca a mesma quantidade de resultados que o google encontra. Mas, nesse caso você só precisa clicar na opção ‘more‘, com três pontinhos, logo abaixo do buscador e clicar na opção ‘google‘. Você será direcionado para uma página do google com todas as respostas de sua pesquisa:

Apesar disso, particularmente, acho que vale muito a pena usar o Ecosia! Faça um teste e me conte nos comentários o que você achou 😉 E se você quiser saber mais sobre Antropoceno e Ecocídio, assista este vídeo, pode te ajudar! Compartilhe com seus amigos, okay? Até mais!

O que fazer?

Para começar, gostaria de falar que este post foi inspirado no carro do óleo que passa na minha rua, Rodrigues Coleta de Óleo… Me lembrou que desde o curso técnico (2012/2013) comecei descartar o óleo usado da forma ambientalmente correta. Mas, por que não jogar no ralo da pia?

Porque os óleos são considerados resíduos perigosos, tanto para o meio ambiente como para a saúde pública; podendo ser, inclusive, um crime ambiental, se descartado de forma ambientalmente errada.

De acordo com a LEI Nº 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998, em sua seção III – da poluição e outros crimes ambientais -, no parágrafo 2º, inciso V, se o crime é lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos, a pena é a reclusão, de um a cinco anos.

Meio chocante, né?! 😲

Água e óleo não se misturam porque os óleos são insolúveis em água. Assim, não são biodegradáveis, o que significa que levam muito tempo para se diluir no ambiente. E o que acontece quando descartamos óleo usado no ralo da pia?

Contaminamos milhares de litros de água!! Se jogado no solo, mata a vegetação e os microorganismos, destruindo o húmus, causando infertilidade da área, podendo até atingir o lençol freático. Se jogado no esgoto, compromete o funcionamento das estações de tratamento de esgoto, podendo chegar a causar a interrupção do funcionamento desse serviço essencial.

Segundo a SABESP – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo -, 1 litro de óleo pode contaminar até 25 mil litros de água. Isso porque suas substâncias não se dissolvem na água e, quando despejadas nos recursos hídricos, causam descontrole do oxigênio e a morte de peixes e outras espécies. Além de entupirem a tubulação.

No entanto, os óleos são necessários para o consumo humano, no que tange à alimentação, e existem diversos tipos. Óleo de milho, canola, coco, girassol, oliva, além da soja que é o mais utilizado pela população. O meu preferido é o óleo de coco que só fica líquido quando a temperatura está acima dos 25º, senão fica pastoso. Acho incrível como a natureza é perfeita!

A destinação final desses produtos ainda não existe em definitivo, mas há caminhos pelos quais podemos optar. O ideal é procurar um posto de coleta próximo, ou entrar em contato com o carro do óleo que passa aqui na minha rua; quem sabe ele não passa aí na sua também??

Faça a doação dos resíduos!

Nesse link você encontra um posto de coleta próximo de você. E o mais legal, para QUALQUER resíduo! Se você preferir, dá para fazer sabão em casa com o óleo usado; a receita você encontra aqui.

Se você quiser saber mais, dê uma olhada nesse artigo do Instituto Akatu. A base para minha escrita, além do conhecimento técnico em meio ambiente, foi este artigo: A questão do descarte de óleos e gorduras vegetais hidrogenadas residuais em indústrias alimentícias. Se você quiser saber um pouco mais sobre resíduos perigosos, você pode ler esse meu post.

E eu vou ficando por aqui! 🙂 Compartilhe com seus amigos e até a próxima!

Faxina Ecológica?!

Logo que eu soube da Semana Sustentável|Oficinas por um mundo mais verde, do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), me interessei pela oficina ‘Faxina Ecológica – Produtos de limpeza naturais’ porque, sempre que possível, opto por produtos cruelty free, não apenas por causa da questão animal, mas também por causa do monopólio das grandes corporações.

Mas, vamos por partes!

Para começar, o que são produtos cruelty free? Bom, são produtos que não testam em animais. Sim, eu sei! Uma grande parte dos produtos químicos, farmoquímicos precisam passar por testes biológicos para serem liberados para o consumo humano. Incluindo os novos medicamentos. Não é possível liberar um remédio alopático sem que seja amplamente testado em animais e, na última fase de pesquisa, em humanos.

Assim, grande parte das indústrias químicas/farmoquímicas testam em animais, pois trata-se de testes que avaliam se a substância é irritante, corrosiva, tóxica ou se causa danos ao DNA. E como eu sei de tudo isso?

Eu comecei o curso de farmácia, mas acabei trancando porque se trata de um ramo que bate de frente com TUDO o que eu acredito (resumindo essa questão, as pesquisas financiadas visam lucro, não exatamente a cura de doenças; e eu penso na saúde como direito, não como mercadoria).

Quem nunca teve uma reação ‘alérgica’ a algum produto químico? Não precisa ser algo tão grave, apenas um vermelhidão na pele ou coceira, por exemplo. Então, se o produto fez isso com você, imagine o que fez com os animais no processo de desenvolvimento… 😲

Assim, opto, sempre que possível, por produtos cruelty free. E sim, eu tomo remédios quando preciso e, pelos deuses, tomo vacinas e sou totalmente pró vacina, okay?

Muito bem! E a faxina ecológica com tudo isso?

Trata-se de produtos produzidos de forma caseira, com matérias primas menos agressivas e tão eficazes quanto os produtos químicos tradicionais. Eu sei que, muitas vezes, são produtos fabricados pelas mesmas empresas que testam em animais, mas só de serem menos agressivos e, muitas vezes, biodegradáveis, já basta para mim.

Além disso, há a questão dos rejeitos químicos que, por vezes, são despejados diretamente nos rios sem nenhum tipo de tratamento prévio. Aliás, se o rejeito for biodegradável não apresenta riscos ao ambiente nem à saúde. Para saber sobre a classificação dos resíduos, clique aqui.

Já nos encaminhando para o fim, segue a receita feita na oficina:

Ingredientes:
3 litros de água
1 barra de sabão de coco (200g)
50 ml de álcool (70 ou 94) OU 100ml de álcool 46
3 colheres de sopa (do medidor) de bicarbonato de sódio
Utensílios necessários:
Ralador
Panela grande (que caiba mais que 3L de água)
Medidores de colher
Fogão
Sabão líquido multiuso
Ativista Cristal Muniz

O modo de fazer você encontra aqui. Para saber quais empresas são cruelty free, clique aqui.

A oficina foi ontem, dia 09/10/2020. E eu estou indo hoje comprar os ingredientes para fazer 🙂

Achou útil? Gostou? Então compartilhe com seus amigos e até mais!

*Além do link disponível acima para saber quais marcas são cruelty free, também existe um aplicativo disponível para Android e iOS (tradução das imagens feita por mim…)

*Atualização em 10/09/2022

A Natureza é sábia!

Na vida cotidiana pouco se compreende a relação interdependente entre as instâncias econômica, política e ecológica. No entanto, atualmente tem ficado cada vez mais claro que as ações políticas impactam diretamente no funcionamento das relações ecológicas e, consequentemente, no meio ambiente.

Isso porque, desde a reunião ministerial de 22 de Abril (2020), na qual o ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro sugeriu ‘ir passando a boiada e mudando todo o regramento além de simplificar normas’, devido à cobertura da pandemia de COVID-19 desfocar a atenção dos meios de comunicação para outras áreas.

Em continuidade à proposta feita na mencionada reunião, no dia 28 de setembro de 2020, foram revogadas resoluções que são instrumentos normativos importantes, visto que cumprem o objetivo proposto no art. 225, §4º da Constituição Federal, o qual coloca a floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira como patrimônio nacional, assegurando a preservação do meio ambiente e o uso dos recursos naturais.

No dia seguinte, 29 de setembro de 2020, a justiça do RJ suspendeu a decisão do CoNaMA – Conselho Nacional de Meio Ambiente -, entendendo que tais ações políticas fragilizaria a proteção de restingas e manguezais. Decisão mais do que acertada! E por quê? Porque a natureza é sábia!

De acordo com o artigo publicado na SOCIENTIFICA, os manguezais funcionam como defesa costeira natural, protegendo de inundações e reduzindo, assim, as cheias anuais em pontos críticos. O interesse econômico em mangues se dá, principalmente, pela aquicultura que, por sua vez, visa à produção de organismos aquáticos, como moluscos, camarões, crustáceos, entre outros, e a dieta desses animais é baseada em ração.

O interessante é que algumas culturas que se visa produzir em mangues podem ser produzidas em outros locais, como o sertão, interior do Nordeste, onde as águas são salobras, podendo ser uma fonte de geração de riqueza, emprego e renda, conforme a reportagem da Folha de S. Paulo.

Além dos mangues, as restingas também foram alvos das revogações e da consequente suspensão.

Trata-se de um bioma de extrema importância na fixação de areia e dunas nas nossas praias, impedindo a erosão desses ambientes. É a restinga que impede que o mar adentre o ambiente costeiro e avance a ponto de arrastar a areia, derrubando tudo o que encontra pela frente, quando não há essa vegetação rasteira e arbustiva para amenizar sua força.

Portanto, a revogação das decisões do CoNaMA foi acertada e deve ser mantida. Além disso, é importante que exista no conselho a participação civil, tendo em vista que há muito conhecimento técnico ecológico que os governantes desconhecem e com a participação civil podem vir a conhecer.

Os textos base para este post foram:

“Passando a boiada” no Conama; Justiça Federal suspende decisão do Conama que fragiliza proteção de restingas e manguezais; Justiça suspende decisão de Salles que acabou com proteção a manguezais.

Gostou? Compartilhe com seus amigos e até a próxima! 🙂

*A ‘nova’ ministra do Meio Ambiente é a Marina Silva, saiba mais sobre sua história.

*Atualização em 16/01/2023

A Era da Humanidade?

A teoria mais bem aceita pela comunidade científica é a de que a vida surgiu na água, há alguns bilhões de anos. Eu, particularmente, gosto da didática do cientista Carl Sagan para explicar a possível origem do universo e da vida.

Para se fazer entender, Sagan comprimiu o tempo do universo em 12 meses, para dimensionar a escala dos acontecimentos. Assim, o universo teria surgido em 1º de janeiro com o Big Bang e a partir daí foi ganhando a forma que conhecemos.

A humanidade, segundo essa lógica, surgiu nas últimas horas do dia 31 de Dezembro do Calendário Cósmico proposto por Sagan, mais ou menos assim:

HoraAcontecimento
20:00Separação entre chimpanzés e humanos
21:25Primeiro ancestral humano anda ereto
22:30O tamanho do cérebro humano começa triplicar
23:52Aprendizado sobre a domesticação do fogo
23:56Fim do último período glacial
23:59Data das pinturas pré-históricas na Europa
23:59:20Desenvolvimento da agricultura
23:59:35Início do Neolítico
23:59:50Surgimento das primeiras grandes civilizações

Apesar de, segundo o cientista, a humanidade ter ‘aparecido’ nos últimos instantes desse ano cósmico, já conseguiu alterar o funcionamento do sistema Terra, devido à capacidade tecnológica adquirida nas últimas décadas.

Tendo em vista que o pós-guerra trouxe consigo uma industrialização globalizada, desenvolvimento tecno-científico mais acirrado, crescimento populacional exponencial que demandou novas formas de uso de terra para cultivos e crescimento econômico acelerado.

Dessa forma, no momento em que o conhecimento humano ultrapassou os limites da simples observação e avançou tecnologicamente, adentrando níveis atômicos, adquiriu também meios para alterar a cobertura e o uso da superfície terrestre.

Essas alterações do meio ambiente ganhou um novo nome: Antropoceno, que está em debate e se refere à habilidade ‘tecno-cientifica’ das civilizações contemporâneas. Claro, quando se trata de ciência não existe, ou pelo menos não deve existir, uma verdade absoluta, e sim hipóteses com as quais lidamos até que uma nova hipótese seja colocada.

Uma das hipóteses posta, em relação à humanidade ter adentrado o antropoceno, é afirmada por um time de pesquisadores que afirmam que os frangos de hoje em dia são uma nova espécie criada exclusivamente pela humanidade em benefício único dela própria e sem precedentes fósseis de uma população de animais em tamanha quantidade.

Segundo o artigo The broiler chicken as a signal of a human reconfigured biosphere, há mais frangos criados para abate do que a população de aves silvestres na natureza. Essa população de animais domesticados não seria possível sem o avanço tecnológico no setor alimentício, que é baseado na integração vertical.

Além disso, o artigo alega que tais animais não são capazes de viver sem intervenção humana, uma vez que possuem deficiência no esqueleto e massa corporal que não derivam de seus supostos antepassados.

Ficou em choque?? Então leia essa reportagem da BBC News e me diga nos comentários se você concorda ou não com a hipótese de que adentramos o tal do Antropoceno!