Bacharela em Ciências e Humanidades formada pela Universidade Federal do ABC. Em 2013, concluí curso técnico em Meio Ambiente pelo SENAC e me apaixonei pela área. Desde quando voltei a estudar (2018), descobri que amo fazer mapas e tive oportunidade de trabalhar com geotecnologias durante todo o período da minha graduação. Atualmente, faço mestrado no Programa de Pós Graduação em Geografia Física da USP. O Reciclarte é uma síntese dos pensamentos que passam pela minha cabeça, já que sou praticamente um repositório ambulante de ideias... 🤯
‘Cozinhar não é serviço… Cozinhar é um modo de amar os outros’ – Mia Couto.
Não sei exatamente onde peguei essa receita em específico, às vezes leio uma receita em um site, outra em outro e faço uma mistura das duas.. Mas tem um blog que eu, particularmente, gosto bastante: ‘Tudogostoso‘.
No insta, também sigo alguns perfis de receitas. Enfim! Gostei desse nhoque, super fácil e bem gostoso!
Massa:
6 batatas 3 ou 4 colheres de azeite 3 ou 4 colheres de farinha de trigo Adicione o azeite e a farinha aos poucos; ‘sinta’ a massa 💞
Serve 2 pessoas
Molho:
Sachê de molho de tomate pronto (se você preferir, faça com tomates) Cebola Orégano Salsinha/Coentro – o de sua preferência.
Coloque as batatas para cozinhar; depois de cozidas amasse e coloque o azeite. Misture e vá adicionando a farinha aos poucos para dar consistência. Após a massa estar no ponto, faça rolinhos com ela.
A água para colocar o nhoque deve estar fervendo com um fio de óleo e sal a gosto. Corte a massa em pequenos quadradinhos e coloque na água, quando os quadradinhos subirem, retire-os.
Para o molho, doure a cebola no azeite e jogue o sachê de molho de tomate, coloque orégano e a salsinha, ou o coentro. Vá adicionado em cima do nhoque já pronto.
Cozinhar é magia pura! A mesma receita, feita por pessoas diferentes, fica totalmente diferente uma das outras. Exatamente como as pessoas são: Únicas.
Sim! É isso mesmo! Existe um buscador, tipo o google, que planta árvores! Achei tão sensacional que, obviamente, virou um post aqui para o blog!
Estamos vivendo em uma época de eventos climáticos extremos, extinção em massa e diminuição drástica da (bio)diversidade. O termo ‘ecocídio’ já está até no dicionário online Dicio e significa: ‘destruição sistemática e intensa de um ecossistema, podendo causar o extermínio da comunidade, animal ou vegetal, que nele está presente’.
A urgência ambiental se faz cada dia mais presente e, frente às tragédias ambientais que tem ocorrido (e que na verdade sempre ocorreram, mas nunca em uma escala como a atual), descobrir um buscador que planta árvores com as nossas pesquisas, é, realmente, um achado e tanto!
A intenção do post é informar sobre o Ecosia 🤩 Nossa maravilhosa alternativa de busca on-line.
O buscador está disponível em aplicativos para celular, tanto Android como iOS, o meu é android e essa aqui é a carinha dele:
App em destaquePágina de buscaBusca
Além do aplicativo para celulares, também é possível baixar uma extensão para o chrome; a extensão do Ecosia fica indicada no canto superior direito e, conforme você vai fazendo as buscas, vai aparecendo a quantidade de buscas que você fez:
Página inicialExtensão no chromeQuantidade de buscasBusca de imagens
É necessário, em média, 45 buscas para plantar uma árvore. E, como isso é possível? Assim: a gente faz a busca usando o Ecosia e os anúncios da pesquisa geram lucro, do qual, uma parte, é revertido para a plantação de árvores ao redor do mundo.
No EcosiaBlogvocê encontra a ‘prestação de contas’ da empresa, que é a forma que eles têm de manter credibilidade no mercado. No blog, eles informam o total arrecadado da venda de publicidade, o quanto dessa arrecadação direcionaram ao financiamento de árvores; o quanto investiram em publicidade para alavancar o Ecosia e a quantidade que gastaram com os custos operacionais, taxas e seguridade social.
Há projeto no Brasil ( ) em parceria com CEPAN/PACTO – Pacto pela Restauração da Mata Atlântica; ITPA – Instituto Terra de Preservação Ambiental; IPÊ – Instituto de pesquisas Ecológicas e com o Instituto Espinhaço – Biodiversidade, Cultura e Desenvolvimento Socioambiental. São mais de 10 milhões de árvores plantadas e mais de 4 mil hectares restituídos desde 2012 apenas no Brasil. Isso mesmo! Desde 2012. E a gente só está sabendo disso agora!!!! (eu, pelo menos!)
Eles também têm um canal no YouTube, onde há vários vídeos explicativos sobre a empresa e o trabalho feito. No entanto, não achei vídeos com legendas em português… mas, trata-se de uma excelente oportunidade de aprimorar o entendimento de uma língua estrangeira!
Nem tudo é perfeito, não é mesmo? Existe um ponto negativo: o Ecosia não busca a mesma quantidade de resultados que o google encontra. Mas, nesse caso você só precisa clicar na opção ‘more‘, com três pontinhos, logo abaixo do buscador e clicar na opção ‘google‘. Você será direcionado para uma página do google com todas as respostas de sua pesquisa:
Ecosia opção ‘mais’Página do google
Apesar disso, particularmente, acho que vale muito a pena usar o Ecosia! Faça um teste e me conte nos comentários o que você achou ✨ E se você quiser saber mais sobre Antropoceno e Ecocídio, assista este vídeo, pode te ajudar! Compartilhe com seus amigos, okay? Até mais!
Para começar, gostaria de falar que este post foi inspirado no carro do óleo que passa na minha rua, Rodrigues Coleta de Óleo… Me lembrou que desde o curso técnico (2012/2013) comecei descartar o óleo usado da forma ambientalmente correta. Mas, por que não jogar no ralo da pia?
Porque os óleos são considerados resíduos perigosos, tanto para o meio ambiente como para a saúde pública; podendo ser, inclusive, um crime ambiental, se descartado de forma ambientalmente errada.
De acordo com a LEI Nº 9.605, DE 12 DE FEVEREIRO DE 1998, em sua seção III – da poluição e outros crimes ambientais -, no parágrafo 2º, inciso V, se o crime é lançamento de resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos, a pena é a reclusão, de um a cinco anos.
Meio chocante, né?!
Água e óleo não se misturam porque os óleos são insolúveis em água. Assim, não são biodegradáveis, o que significa que levam muito tempo para se diluir no ambiente. E o que acontece quando descartamos óleo usado no ralo da pia?
Contaminamos milhares de litros de água!! Se jogado no solo, mata a vegetação e os microorganismos, destruindo o húmus, causando infertilidade da área, podendo até atingir o lençol freático. Se jogado no esgoto, compromete o funcionamento das estações de tratamento de esgoto, podendo chegar a causar a interrupção do funcionamento desse serviço essencial.
Segundo a SABESP – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo -, 1 litro de óleo pode contaminar até 25 mil litros de água. Isso porque suas substâncias não se dissolvem na água e, quando despejadas nos recursos hídricos, causam descontrole do oxigênio e a morte de peixes e outras espécies. Além de entupirem a tubulação.
No entanto, os óleos são necessários para o consumo humano, no que tange à alimentação, e existem diversos tipos. Óleo de milho, canola, coco, girassol, oliva, além da soja que é o mais utilizado pela população. O meu preferido é o óleo de coco que só fica líquido quando a temperatura está acima dos 25º, senão fica pastoso. Acho incrível como a natureza é perfeita!
A destinação final desses produtos ainda não existe em definitivo, mas há caminhos pelos quais podemos optar. O ideal é procurar um posto de coleta próximo, ou entrar em contato com o carro do óleo que passa aqui na minha rua; quem sabe ele não passa aí na sua também??
Faça a doação dos resíduos!
Nesse link você encontra um posto de coleta próximo de você. E o mais legal, para QUALQUER resíduo! Se você preferir, dá para fazer sabão em casa com o óleo usado; a receita você encontra aqui.
Em 2018, tive a oportunidade de participar de uma oficina: Processos de Criação em Dança Contemporânea e foi uma experiência riquíssima! Aprendi que não existe uma mente que controla o corpo. Somos corpo nesse mundo.
É claro, toda sua subjetividade te constitui e a minha, a mim. Tudo bem! Não é disso que se trata. Trata-se de se reconhecer corpo vivente, num mundo violento. Quem sente frio? Eu. Quem sente fome? Eu também. Quem sente falta de afago? Eu. E quem é ‘Eu’ além do corpo que sente e se expressa por tantas formas diferentes?
Às vezes, a linguagem atrapalha, a gente diz: ‘meu corpo’. A oficina me ensinou: ‘eu corpo’. Porque sinto todo o peso de ser um corpo vivente num mundo de pessoas violentas. Será que pessoas violentas se reconhecem corpos viventes? Ou será que são movidas apenas pela racionalidade à parte do corpo que vive?
E não se trata apenas de eu ser um corpo feminino nesse mundo. Trata-se das violências acometidas de formas silenciosas (pra quem se interessa, existe um vídeo muito interessante sobre A Violência Invisível, que você acessa clicando aqui). Mas claro, quando se é mulher nesse mundo, as violências violam corpos, além de violar almas e subjetividades… Com qual direito? Se é que existe algum?
Uma mulher bêbada, dormindo ou desacordada por qualquer motivo que seja, é destituída da integridade de ser um corpo vivente. Se torna uma coisa. Mas não qualquer coisa, porque carros são coisas e apartamentos também. Somos colocadas como coisas que não tem valor. Como um objeto com o qual é possível fazer qualquer coisa. E okay! Tudo ficará bem.
Para lidar com tantas violências em relação ao gênero feminino, existem algumas leis que devem garantir direitos, são as leis às quais me refiro no título deste post. Originalmente eu li na página ‘Quebrando o tabu’ e achei de utilidade pública. E foi assim que virou essa reflexão. Seguem as leis:
LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006 – Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências.
LEI Nº 12.737, DE 30 DE NOVEMBRO DE 2012 – Dispõe sobre a tipificação criminal de delitos informáticos. Invasão de dispositivo informático e dá outras providências.
LEI Nº 13.104, DE 9 DE MARÇO DE 2015 – Prevê o feminicídio como circunstância qualificadora do crime de homicídio. Incluindo o feminicídio no rol dos crimes hediondos.
LEI Nº 12.650, DE 17 DE MAIO DE 2012 – Lei altera Código Penal para que a contagem do prazo de prescrição nos crimes contra dignidade sexual praticados contra crianças e adolescentes comece a ser contado da data em que a vítima completar 18 (dezoito) anos de idade, salvo se a ação penal tiver já iniciado em data anterior.
Além de tudo isso, também há o stealthing (dissimulação, em português) que se trata da conduta de alguém retirar o preservativo durante a relação sexual sem o consentimento da(o) parceira(o). Nesse aspecto, é posto a questão do consentimento, se o sexo foi consentido com preservativo, por que retirá-lo? Para saber mais, clique aqui.
Às vezes é cansativo ser mulher nesse mundo! Mas resistimos! Aqui você encontra as Conquistas do feminismo no Brasil: uma linha do tempo. Compartilhe este post com mulheres e homens que você conhece! A luta deve continuar e é de TODOS E TODAS!
Logo que eu soube da Semana Sustentável|Oficinas por um mundo mais verde, do IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), me interessei pela oficina ‘Faxina Ecológica – Produtos de limpeza naturais’ porque, sempre que possível, opto por produtos cruelty free, não apenas por causa da questão animal, mas também por causa do monopólio das grandes corporações.
Mas, vamos por partes!
Para começar, o que são produtos cruelty free? Bom, são produtos que não testam em animais. Sim, eu sei! Uma grande parte dos produtos químicos, farmoquímicos precisam passar por testes biológicos para serem liberados para o consumo humano. Incluindo os novos medicamentos. Não é possível liberar um remédio alopático sem que seja amplamente testado em animais e, na última fase de pesquisa, em humanos.
Assim, grande parte das indústrias químicas/farmoquímicas testam em animais, pois trata-se de testes que avaliam se a substância é irritante, corrosiva, tóxica ou se causa danos ao DNA. E como eu sei de tudo isso?
Eu comecei o curso de farmácia, mas acabei trancando porque se trata de um ramo que bate de frente com TUDO o que eu acredito (resumindo essa questão, as pesquisas financiadas visam lucro, não exatamente a cura de doenças; e eu penso na saúde como direito, não como mercadoria).
Quem nunca teve uma reação ‘alérgica’ a algum produto químico? Não precisa ser algo tão grave, apenas um vermelhidão na pele ou coceira, por exemplo. Então, se o produto fez isso com você, imagine o que fez com os animais no processo de desenvolvimento…
Assim, opto, sempre que possível, por produtos cruelty free. E sim, eu tomo remédios quando preciso e, pelos deuses, tomo vacinas e sou totalmente pró vacina, okay?
Muito bem! E a faxina ecológica com tudo isso?
Trata-se de produtos produzidos de forma caseira, com matérias primas menos agressivas e tão eficazes quanto os produtos químicos tradicionais. Eu sei que, muitas vezes, são produtos fabricados pelas mesmas empresas que testam em animais, mas só de serem menos agressivos e, muitas vezes, biodegradáveis, já basta para mim.
Além disso, há a questão dos rejeitos químicos que, por vezes, são despejados diretamente nos rios sem nenhum tipo de tratamento prévio. Aliás, se o rejeito for biodegradável não apresenta riscos ao ambiente nem à saúde. Para saber sobre a classificação dos resíduos, clique aqui.
Já nos encaminhando para o fim, segue a receita feita na oficina:
Ingredientes:
3 litros de água 1 barra de sabão de coco (200g) 50 ml de álcool (70 ou 94) OU 100ml de álcool 46 3 colheres de sopa (do medidor) de bicarbonato de sódio
Utensílios necessários:
Ralador Panela grande (que caiba mais que 3L de água) Medidores de colher Fogão
Sabão líquido multiuso Ativista Cristal Muniz
O modo de fazer você encontra aqui. Para saber quais empresas são cruelty free, clique aqui.
A oficina foi ontem, dia 09/10/2020. E eu estou indo hoje comprar os ingredientes para fazer 🙂
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*Além do link disponível acima para saber quais marcas são cruelty free, também existe um aplicativo disponível para Android e iOS (tradução das imagens feita por mim…)